terça-feira, julho 07, 2009

Esse tempo

O sol que abençoa
é o mesmo que pune, magoa.

Infatigável
é seu peso na minha testa,
cancerígeno e gostoso

nesse me-render a ele,
no criar da sua sombra,
fiz-me líquido e gasoso...

o sol à-toa, imune,
é o mesmo que nos une.

Dobrar-me à sua vontade, inutilmente,
é algo que eu sempre fiz ultimamente

2 comentários:

betasimon disse...

apesar de angustiante o sol forte na cara e saber que na madruga sao 30 graus, gostei do poema. só o ultimo verso me incomodou um pouco... poderias rever... nao sei...hihi!
beijocas

Marcão disse...

Pq rever? Não entendi! Esse verso é o mais importante do poema...