Vi-me mais alto que meu eu
um tal desengonçado e inseguro
pensando unicamente no futuro
e nunca mais no que já feneceu
Da cama eu caía ali por perto
buscando o aumento na lembrança
mudança invisível que me alcança
por tempo que não é sabido ao certo
Vi-me aqui fora, cristalino,
e, no espelho, imagem que não some,
forçamos meu caminho no destino.
De quem eu vi, eu nem sabia o nome
Vi-me alegre por não ver menino
vi-me alegre por não ver um homem
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Outro jeito
Poesia asséptica,
límpida,
milimétrica,
és tão bonita que quero imperfazer-te
diversa como a diversão
espero ter-te na mão que tirita
perversa como a razão
que se descobre não-racional
e, nobre, se verte no mal
que se chama emoção.
Não há outra maneira de jogar o jogo da maneira que eu jogo.
límpida,
milimétrica,
és tão bonita que quero imperfazer-te
diversa como a diversão
espero ter-te na mão que tirita
perversa como a razão
que se descobre não-racional
e, nobre, se verte no mal
que se chama emoção.
Não há outra maneira de jogar o jogo da maneira que eu jogo.
terça-feira, janeiro 09, 2007
sábado, dezembro 16, 2006
Consolide
Sabes que a dúvida é dádiva
mas não sabes de antemão
se a fraqueza é a solidez
ou se a força é a solidão
mas não sabes de antemão
se a fraqueza é a solidez
ou se a força é a solidão
sexta-feira, dezembro 15, 2006
Sobre a escolha
Espremida entre entrada e saída,
ela naturaliza a eternidade
faz do encontro a despedida,
aproxima-te da morte.
De um tiro só, mata o acaso;
agridoce decisão de ordem
subscreve em tua vida um prazo.
Forja-te adulto, incauto, inculto.
A mestra das encruzilhadas
edita o entrópico insulto.
Mas, das coisas imateriais, a medida
nada mais é que um gargalo
de onde brota força de vida...
ela naturaliza a eternidade
faz do encontro a despedida,
aproxima-te da morte.
De um tiro só, mata o acaso;
agridoce decisão de ordem
subscreve em tua vida um prazo.
Forja-te adulto, incauto, inculto.
A mestra das encruzilhadas
edita o entrópico insulto.
Mas, das coisas imateriais, a medida
nada mais é que um gargalo
de onde brota força de vida...
quinta-feira, novembro 30, 2006
A ventura
A salto,
humanos para o alto!
A ventura
é vento de loucura
Qualquer sorte
de grandeza
às vezes é a morte
às vezes,
a fortuna
humanos para o alto!
A ventura
é vento de loucura
Qualquer sorte
de grandeza
às vezes é a morte
às vezes,
a fortuna
terça-feira, outubro 31, 2006
Solidez
Desfruto do descanso na encosta
na pausa cuja causa é a ação
ou o vento da vida imposta
Antigos sonhos têm hoje a realidade da poeira,
sólida e de passagem
Daqui vejo a paisagem viva
esperando que o panorama
se torne perspectiva,
sólida como miragem...
Os sonhos estão acima de mim,
de minha retidão e torpeza,
num tear e desfiar sem fim,
numa sólida imagem!
As escolhas são como a juventude doce, ou mais,
em que os sonhos não se concretizam,
paralisam
e todas as possibilidades são reais
na pausa cuja causa é a ação
ou o vento da vida imposta
Antigos sonhos têm hoje a realidade da poeira,
sólida e de passagem
Daqui vejo a paisagem viva
esperando que o panorama
se torne perspectiva,
sólida como miragem...
Os sonhos estão acima de mim,
de minha retidão e torpeza,
num tear e desfiar sem fim,
numa sólida imagem!
As escolhas são como a juventude doce, ou mais,
em que os sonhos não se concretizam,
paralisam
e todas as possibilidades são reais
terça-feira, setembro 19, 2006
Sobre a nova casa
se o seu sangue se espalha
se o céu seu é azul
se o seu sol é fornalha,
não viste a cidade-avião,
em forma de cruz.
O lar dos três elementos:
o fogo que queima de cima
o ar que esfria para amar
o pó que engasga e anima
e a água que não há,
a não ser em Paranoá
e suas ondas azuis.
se o céu seu é azul
se o seu sol é fornalha,
não viste a cidade-avião,
em forma de cruz.
O lar dos três elementos:
o fogo que queima de cima
o ar que esfria para amar
o pó que engasga e anima
e a água que não há,
a não ser em Paranoá
e suas ondas azuis.
terça-feira, setembro 12, 2006
Feriadão
No feriadão tiramos um tempo
pra acertar os relógios errados
E não obstante a falta de asas
no feriadão voamos juntos
pra acertar os relógios errados
E não obstante a falta de asas
no feriadão voamos juntos
quinta-feira, agosto 31, 2006
Adaptação
meus pensamentos a mim mesmo
reverberam
nas paredes da casa a esmo
da casa que não é a ninguém mais
são meus
é minha
são minhas
só minhas
só eu
só
aqui.
Faltam aqui receptores
no deserto
para eivar-me de balas
ou de flores.
-- Se não há ninguém por perto,
por que não te calas?
reverberam
nas paredes da casa a esmo
da casa que não é a ninguém mais
são meus
é minha
são minhas
só minhas
só eu
só
aqui.
Faltam aqui receptores
no deserto
para eivar-me de balas
ou de flores.
-- Se não há ninguém por perto,
por que não te calas?
domingo, julho 30, 2006
Braço curto
E planícies e planaltos e ares secos e molhados
e cidades e estados e desencontros e lamentos
com sentimentos e tecnologias sensíveis falhas
e mil quilômetros e falta de trocados
e vidas profissionais e desentendimentos
com o tudo-o-mais cotidiano que atrapalha
e o passar das horas.
Todos me impedem de fazer o que quero agora
... estender a mão e te fazer um carinho.
Marcus 30.07.06
e cidades e estados e desencontros e lamentos
com sentimentos e tecnologias sensíveis falhas
e mil quilômetros e falta de trocados
e vidas profissionais e desentendimentos
com o tudo-o-mais cotidiano que atrapalha
e o passar das horas.
Todos me impedem de fazer o que quero agora
... estender a mão e te fazer um carinho.
Marcus 30.07.06
sábado, julho 08, 2006
Verde grama
Olho para frente
e vejo o futuro que já passou
e os olhos tristes de mágoa
e a solidão espreita à distância
todos os sonhos que nem nasceram
todas as auroras que já morreram
pelo presente, que sacramenta o passo inevitável
ultrapassarei
a porta em que um mundo novo me espera
mas só consigo pensar no que deixei
para trás
na porta (em) que agora bate(s)
Marcus 08.07.06
e vejo o futuro que já passou
e os olhos tristes de mágoa
e a solidão espreita à distância
todos os sonhos que nem nasceram
todas as auroras que já morreram
pelo presente, que sacramenta o passo inevitável
ultrapassarei
a porta em que um mundo novo me espera
mas só consigo pensar no que deixei
para trás
na porta (em) que agora bate(s)
Marcus 08.07.06
quinta-feira, junho 22, 2006
Só pra extravasar
Aaeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!
Valeu todo mundo que acreditou, vou em busca do sonho!
Depois falo melhor, essa é só pra extravasar...
E quem tiver dicas de onde morar em Brasília, por favor me conte logo!!
Valeu todo mundo que acreditou, vou em busca do sonho!
Depois falo melhor, essa é só pra extravasar...
E quem tiver dicas de onde morar em Brasília, por favor me conte logo!!
quarta-feira, maio 31, 2006
O peso
sobre mim na hora do sono
não era de corpo no corpo
mas sim de puro abandono.
Inadvertidamente
verti a noite em lamento,
meu sono saiu pelos olhos
por horas e horas sem fim.
O peso dos pensamentos
ruiu o suporte de mim.
Escombros, peço passagem.
Desmonto o seu desespero
em busca de nova coragem.
Marcus 31.05.06
não era de corpo no corpo
mas sim de puro abandono.
Inadvertidamente
verti a noite em lamento,
meu sono saiu pelos olhos
por horas e horas sem fim.
O peso dos pensamentos
ruiu o suporte de mim.
Escombros, peço passagem.
Desmonto o seu desespero
em busca de nova coragem.
Marcus 31.05.06
domingo, maio 28, 2006
Machs einfach
(2raumwohnung)
es ist spät oder auch früh
und ich mach was was ich noch nie
zuvor getan hab was ich noch nie
zuvor getan hab
ich fahre durch nasse strassen
ich will alles nichts verpassen
zwischen traum und tag
zwischen traum und tag
ich hab ein ziel
ich weiss genau was ich nicht will
ich will dich nicht kennen
will nichts von dir wissen
wenn wir uns wieder trennen
werd' ich dich nicht vermissen
langsam geh ich durch die räume
ich geh durch meine dunklen träume
ich bin bereit
trinke tropfenweise zeit
es ist spät oder auch früh
und ich mach was was ich noch nie
zuvor getan hab was ich noch nie
zuvor getan hab
ich fahre durch nasse strassen
ich will alles nichts verpassen
zwischen traum und tag
zwischen traum und tag
ich hab ein ziel
ich weiss genau was ich nicht will
ich will dich nicht kennen
will nichts von dir wissen
wenn wir uns wieder trennen
werd' ich dich nicht vermissen
langsam geh ich durch die räume
ich geh durch meine dunklen träume
ich bin bereit
trinke tropfenweise zeit
terça-feira, maio 23, 2006
Vidas paralelas
O longe demasiado
é o constantemente perto.
Corro tendo-te ao lado
prum destino que é certo:
não ser por ti transpassado
--o que ainda é bonito;
pois, se estamos separados,
convergimos no infinito.
Marcus 22.05.06
é o constantemente perto.
Corro tendo-te ao lado
prum destino que é certo:
não ser por ti transpassado
--o que ainda é bonito;
pois, se estamos separados,
convergimos no infinito.
Marcus 22.05.06
terça-feira, maio 16, 2006
Testemunha Ocular
(Thaide e Dj Hum)
Diante de toda aquela confusão
me dei conta de que também
precisaria me proteger
Proteger do quê?
Mesmo sem saber,
me pus a correr
para não sofrer
15 viaturas
8 cavalos
5 motos
50 homens do comando militar
se atropelavam disputando qualquer espaço
com a comunicação que também estava lá
Registrando o tumulto de cima do muro
estava um cinegrafista amador
abismado com a cena terrível
a coisa mais bizarra
que um dia em sua vida ele já gravou
Escutem! Testemunha ocular!
(Pânico em esse-pê!) (2x)
O povo no pinote
os cavalos no trote
derrubavam tudo que havia pela frente
dor, medo,
angústia, revolta
lágrimas na fuga dos inocentes
Alguns corriam pra suas casas
pensando esse ser um bom lugar
para se salvar
Outros desesperados,
mas não com aquele fato,
e sim pelo fato de não ter aonde morar
O problema todo acontecendo
e o público privilegiado
assistindo a tudo aquilo
rindo à toa
com a família numa boa
se deliciavam com aquele agito
Diante de toda aquela confusão
me dei conta de que também
precisaria me proteger
Proteger do quê?
Mesmo sem saber,
me pus a correr
para não sofrer
15 viaturas
8 cavalos
5 motos
50 homens do comando militar
se atropelavam disputando qualquer espaço
com a comunicação que também estava lá
Registrando o tumulto de cima do muro
estava um cinegrafista amador
abismado com a cena terrível
a coisa mais bizarra
que um dia em sua vida ele já gravou
Escutem! Testemunha ocular!
(Pânico em esse-pê!) (2x)
O povo no pinote
os cavalos no trote
derrubavam tudo que havia pela frente
dor, medo,
angústia, revolta
lágrimas na fuga dos inocentes
Alguns corriam pra suas casas
pensando esse ser um bom lugar
para se salvar
Outros desesperados,
mas não com aquele fato,
e sim pelo fato de não ter aonde morar
O problema todo acontecendo
e o público privilegiado
assistindo a tudo aquilo
rindo à toa
com a família numa boa
se deliciavam com aquele agito
segunda-feira, maio 15, 2006
Estranhamento
Foi só eu acordar pro mundo e a primeira coisa que eu descubro é que São Paulo virou o Rio de Janeiro?!
Anistia
acabaram as provas!! Estou de volta do exílio! Enquanto espero o resultado, podem me chamar pra TUDO!!!
Beijos e abraços
Beijos e abraços
quarta-feira, maio 10, 2006
Na transcendente
O eu interior
viu o seu de fora
e naquela hora
desejou o louvor
que já evadira.
Ao tornar-se o sonho
percebeu tristonho
que se reduzira.
Marcus 09.05.06
viu o seu de fora
e naquela hora
desejou o louvor
que já evadira.
Ao tornar-se o sonho
percebeu tristonho
que se reduzira.
Marcus 09.05.06
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